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Chat com Elisa Lucinda (2/5/2005)

| Moderador 12:19:17
| | Elisa Lucinda Elisa Lucinda traz aos palcos paulistanos Parem de Falar Mal da Rotina. O espetáculo é inspirado no livro O Semelhante e no CD de poesias Euteamo e suas Estréias, ambos lançados pela atriz. Na peça, Elisa Lucinda, que também assina o roteiro e a direção, utiliza versos e conversas sobre a rotina, o amor, a dor e o dia-a-dia, para falar de histórias que acontecem na vida de pessoas comuns. Carreira - Na TV, Elisa Lucinda participou da novela Mulheres Apaixonadas, da TV Globo, no papel de Pérola. Poeta e atriz, nasceu em Vitória, Espírito Santo, e formou-se em jornalismo, chegando a exercer a profissão. Há 18 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro para seguir a carreira de dramaturgia e fez teatro, cinema e televisão. Também mantém há seis anos uma escola onde ensina interpretação teatral da poesia para professores e profissionais de diversas áreas. É autora dos livros O Semelhante, Euteamo e suas Estréias e as coleções infantis Amigo Oculto e A Menina Transparente. |

| Moderador 18:28:52
| | Flávia, do Rio de Janeiro (RJ), diz: O que é mais difícil, interpretar uma poesia no teatro ou um roteiro na televisão? |

| Moderador 18:29:17
| | Paulo, de Porto Alegre (RS), diz: Na peça "Parem de Falar Mal da Rotina" você usa versos, o que dá um ritmo muito interessante ao espetáculo. Queria saber se já tinha usado este recurso antes. |

| Elisa Lucinda 18:31:35
| | Flávia, são dois trabalhos diferentes, mas não acho nenhum dos dois difícil. O roteiro da TV é uma orquestra que não estou regendo, enquanto a poesia, eu sou a dona da história. Na TV, há uma bola de equipe que é uma delícia de jogar. Enquanto no teatro, a bola que jogo é diretamente com a platéia. |

| Moderador 18:32:05
| | Pri, de Recife (PE), diz: Elisa, o que veio primeiro em sua vida, a dramaturgia ou a literatura? |

| Elisa Lucinda 18:34:51
| | Paulo, sim. No "Semelhante", que foi o meu primeiro espetáculo com poesia em 1995, havia 22 poemas. No "Parem...", no entanto, há mais prosa poética e oito poemas. |

| Moderador 18:35:10
| | Guilherme Lima, de Vitória (ES), diz: Elisa, sou capixaba, assim como você, e gostaria de dizer que nós daqui do Espírito Santo, temos o maior orgulho do seu trabalho. Gostaria de saber se a peça vai entrar em turnê nacional. Parabéns pelo sucesso! |

| Elisa Lucinda 18:35:54
| | Pri, a literatura. Eu comecei estudando poesia falada com 11 anos. Mas dentro de mim sempre houve um dom de ser atriz e sempre soube disto. |

| Moderador 18:36:08
| |  Solange, de Goiânia (GO), diz: Em "Parem de Falar Mal da Rotina" há diversas situações cotidianas em que a platéia se identifica. As pessoas costumam falar sobre isso com você? (Divulgação) |

| Elisa Lucinda 18:37:25
| | Guilherme, meu capixaba querido, a peça já está em turnê nacional. Por isto esteve aí no final do ano passado e voltará no segundo final de semana de junho no Carlos Gomes. Aguarde! Beijos com coentro. |

| Moderador 18:38:15
| | Venize, Salvador (BA), diz: Para mim, pelo menos, é um pouco complicado não falar mal da rotina. Geralmente reclamo quando já estou saturada. Por exemplo, quando levanto no mesmo horário, almoço no mesmo horário, durmo no mesmo horário, converso as mesmas coisas, rio das mesmas coisas, choro das mesmas coisas. Pois bem, por que, então, não falar mal da rotina? Beijos e um forte abraço! |

| Elisa Lucinda 18:39:10
| | Solange, muito! Eu costumo dizer que depois do espetáculo, quando estou autografando livros no hall, o público me transforma numa espécie de conselheira espiritual para assuntos cotidianos. Eu costumo brincar chamando essa sessão de "Mãe Lucinda Atende". |

| Moderador 18:39:41
| | Edalmo, de Conceição da Barra (ES), diz: De onde vem tanta energia que conseguimos sentir quando a vemos no teatro e na TV? Adoro você! |

| Elisa Lucinda 18:42:13
| | Venize, veja bem, o seu depoimento confirma que há um problema grave de roteiro na sua rotina. O que meu espetáculo aponta é que há uma possibilidade infinita de estréia dentro de qualquer rotina, a mais árdua, a mais dura. Observe os pedreiros da construção civil, o salário é o mesmo, a injusiça, o calor, a moradia longe, mas dentre eles, alguns cantam e mexem com as moças lá embaixo. O roteiro da sua rotina depende de você. Continua |
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